31 de janeiro de 2009

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Voltei atrás.

Recolhi, um a um, os pedaços que de mim dei e foram deixando abandonados.

Vi-me, aqui e ali, ao acaso atirada. Por vezes partida, por vezes rasgada. Apanhei-me do chão, encontrei-me entre as pedras da calçada. Na praia, na berma da estrada, num quarto vazio, num bosque abandonada. No lixo, em gavetas, numa caixa em desuso, para a rua lançada.

Neste voltar atrás não encontrei semente. Depois de ter estado na mão de tanta gente. Fiquei em mil pedaços, feita nada.
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29 de janeiro de 2009


quero imaginar
viver momentos que não existem
ilusões
são sempre tão perfeitas!
escolhidas a dedo, reinventadas, modificadas.
são sempre tão moldáveis!
a mim
a ti
a nós
e andam devagar
num vagar que procuro e encontro
onde não existe
vou recomeçar a imaginar-te...
quando te imagino
sou sempre feliz!


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27 de janeiro de 2009

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Fiquei engasgada nas tuas lágrimas. As que não soltas, que não libertas. Também elas estão presas num prisão sem grades. Também elas clamam liberdade. Elas que vêem a luz na noite, o cinzento acompanhado de Sol. Elas que querem chorar a partida dos barcos no cais, o vazio do quarto. Elas que não se enganam. Porque não as choras?
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23 de janeiro de 2009

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Na noite te encontro entre o brilho das estrelas. Sopro-te
ao ouvido palavras saídas do calor do meu sangue.
Palavras aquecidas pelo bater do coração. Encosta
a tua mão ao meu peito e ouve o que te dizem.
Num bater rápido, num bater forte... um bater que salta no olhar. Encosta
a tua mão ao meu peito e sente onde o meu amor nos vai levar.
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16 de janeiro de 2009

22 de dezembro de 2008

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Bonito?! Isso diz a menina que já se vai embora...
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19 de dezembro de 2008

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Sei que me distanciei
de mim,
talvez de ti,
de todos.
Porque palavras alheias calam as minhas,
me tiram a força,
a vontade de ficar.
Pergunto se vale a pena,
o que vale a pena!
Perco-me nas maldades,
nas torturas.
Fecho as mãos,
que é a força que tenho
e me faz sangrar os olhos.
Desabafo o cinzento dos outros,
que dele me querem vestir.
Eu, que prefiro andar nua,
não invento verdades
nem acredito mentiras.
Aqui me tens, a teu lado,
para descansar o corpo
na música que nos proibem.










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