
Recolhi, um a um, os pedaços que de mim dei e foram deixando abandonados.
Vi-me, aqui e ali, ao acaso atirada. Por vezes partida, por vezes rasgada. Apanhei-me do chão, encontrei-me entre as pedras da calçada. Na praia, na berma da estrada, num quarto vazio, num bosque abandonada. No lixo, em gavetas, numa caixa em desuso, para a rua lançada.
Neste voltar atrás não encontrei semente. Depois de ter estado na mão de tanta gente. Fiquei em mil pedaços, feita nada.
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4 comentários:
Azul,
lindo este poemar... mas algo triste e desalentado...
a vida é feita de todos os pedacinhos (bons e menos bons, todos importantes, os menos bons fazem com que outros tenham imensa luz...)
olhe, apetece-me deixar-lhe isto
http://mariasentidos.blogspot.com/2008/07/gavetas-da-vida.html
bom fim-de-semana
um sorriso :)
mariam
Também já recolhi,...algumas vezes, pedaços de mim...
Depois,...os mil pedaços,...diluem-se na vida...e volto a ficar inteira.
Tode de azul o teu fim de semana
lindo
saudações amigas
Tens razão... somos muito maltratados pela vida e conseguimos levantarmo-nos até um dia!
Até áquele dia em que foi duro demais.
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