6 de fevereiro de 2009

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eu Rio
rio água
águA doce
doce olhar
olhar céu
céu boca
boca Palavra
palavra ouvir
ouvir sentir
sentir mãos
mãos toque
toque múSica
música canção
canção amor
amor sexo
sexo paixão
paixão loucura
loucura nÓs
nós laços
laços prendas
prendas crianças
crianças futuro
futuro horizonte
horizonte luz
luz sol
sol praia
praia areia
areia castelo
castelo rei
rei corôa
corôa jóia
jóia Diamante
diamante pedra
pedra rocha
rocha mar
mar sal
sal fósforo
fósforo fogo
fogo quente
quente frio
frIo neve
neve branco
branco roupa
roupa pano
pano linhA
linha mão
mão ler
ler gestos
gestos ternura
ternura presente
preSente tu!










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2 de fevereiro de 2009

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desculpo todos os teus passos. finjo desconhecê-los. é tarde... e tu tardas ainda mais que ontem. preparas-me para outra chegada mais tardia que um dia dará lugar à despedida. apenas não sei a hora certa. mas quase te diria qual o dia em que após a hora ter passado, ficarei só numa cama mais vazia.
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31 de janeiro de 2009

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Voltei atrás.

Recolhi, um a um, os pedaços que de mim dei e foram deixando abandonados.

Vi-me, aqui e ali, ao acaso atirada. Por vezes partida, por vezes rasgada. Apanhei-me do chão, encontrei-me entre as pedras da calçada. Na praia, na berma da estrada, num quarto vazio, num bosque abandonada. No lixo, em gavetas, numa caixa em desuso, para a rua lançada.

Neste voltar atrás não encontrei semente. Depois de ter estado na mão de tanta gente. Fiquei em mil pedaços, feita nada.
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29 de janeiro de 2009


quero imaginar
viver momentos que não existem
ilusões
são sempre tão perfeitas!
escolhidas a dedo, reinventadas, modificadas.
são sempre tão moldáveis!
a mim
a ti
a nós
e andam devagar
num vagar que procuro e encontro
onde não existe
vou recomeçar a imaginar-te...
quando te imagino
sou sempre feliz!


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27 de janeiro de 2009

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Fiquei engasgada nas tuas lágrimas. As que não soltas, que não libertas. Também elas estão presas num prisão sem grades. Também elas clamam liberdade. Elas que vêem a luz na noite, o cinzento acompanhado de Sol. Elas que querem chorar a partida dos barcos no cais, o vazio do quarto. Elas que não se enganam. Porque não as choras?
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23 de janeiro de 2009

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Na noite te encontro entre o brilho das estrelas. Sopro-te
ao ouvido palavras saídas do calor do meu sangue.
Palavras aquecidas pelo bater do coração. Encosta
a tua mão ao meu peito e ouve o que te dizem.
Num bater rápido, num bater forte... um bater que salta no olhar. Encosta
a tua mão ao meu peito e sente onde o meu amor nos vai levar.
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16 de janeiro de 2009

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