
Recolhi, um a um, os pedaços que de mim dei e foram deixando abandonados.
Vi-me, aqui e ali, ao acaso atirada. Por vezes partida, por vezes rasgada. Apanhei-me do chão, encontrei-me entre as pedras da calçada. Na praia, na berma da estrada, num quarto vazio, num bosque abandonada. No lixo, em gavetas, numa caixa em desuso, para a rua lançada.
Neste voltar atrás não encontrei semente. Depois de ter estado na mão de tanta gente. Fiquei em mil pedaços, feita nada.
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