20 de setembro de 2008
17 de setembro de 2008
12 de setembro de 2008
Porque não esqueces isso por hoje? Olha para mim! Ouve! Porque não páras um pouco... olhas à tua volta... reparas que não estás sozinho... que há quem precise da tua atenção e quem ta queira dar. Não arranjes desculpas! Os homens são peritos em desculpar a falta de tempo no excesso de trabalho... deixa-o para amanhã! Vem comigo! Tenta saborear o prazer de estarmos juntos. Vamos correr na praia. Rolar pelas dunas até chegar à areia molhada. Vamos beijar-nos ao vento e com ele desculpar as lágrimas que se soltarão dos olhos. Vá! Eu sei que queres! Traz a bola. Ensinas-me a dar uns toques... sem falar de trabalho. Sem usar palavras difíceis. Sem deixar assuntos a meio. Sem me fazeres ficar a pensar no que quererás dizer-me. Diz-mo! Porquê tantos rodeios? Os rodeios deixa-os para os teus poemas. Outras lerão... atirando-se para a cama a suspirar! Não sabem que na tua cama estou eu. Não elas!
Fazer amor é tão simples... mas podemos começar por jogar à bola... rolar nas dunas... depois logo se vê! Esqueces isso por hoje e vens?!
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11 de setembro de 2008
8 de setembro de 2008
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Hoje tenho que criar-te um momento feliz. Não mo pediste, eu sei! Nem sei se quererias que o fizesse! Mas sou assim... quando o meu coração sente vontade de abraçar não pode travar o abraço. Quando falo em abraços recordo os felizes, os do peito, os que fazem estalar as estrelas que trazemos à volta, acender os pirilampos que trazemos no olhar, os que são redondos como o esconderijo do parque. Sim! Todos temos estrelas e pirilampos embora nem todos saibam disso. Aparecem nos nossos sonhos de neninos e ficam. Ficam! Ficam porque queremos que cresçam connosco. Que importa isso? A mim os pirilampos acendem-me a felicidade e as estrelas fazem-me cócegas. Não ouves as minhas gargalhadas?! Desde pequena que sei que serei feliz. Quando não sou, fingo ser. E como não sei fingir, raramente estou infeliz... só mesmo quando tu estás! Vês?! Tens que ser feliz para eu o conseguir também.
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Com um beijo, Algodão doce.
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4 de setembro de 2008
Acredita na doçura do meu olhar no teu. Se te diz que te amo quer dizer-te que sem ti não pode viver. Que te quer por perto. Para que sorrisos e lágrimas se troquem. Quer sentir os teus gestos. Acalmar as tuas dúvidas. Saborear o sal do teu aroma. Dia a dia. Noite atrás de noite. Sem te prender a nada a não ser à ternura de um amor. É muito? É uma prisão sem grades, sem amarrras. É uma prisão em liberdade. De voos infinitos. Imensurável que é, como pode ser aprisionado? Acredita(-me). Amo-te.

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1 de setembro de 2008
Vamos conversar horas e horas... acabaremos com a boca tapada (como sempre). Ainda tentarei dizer uma ou outra palavra (como sempre). Balbuciar uma gargalhada para te fugir dos lábios. Contorcer o corpo numa luta fingida. Virar-me. Esgueirar-me de ti entre os nossos lençoís. Fazer-te vibrar. Rir-me e gozar-te para nos gozarmos. Até que o meu corpo endurece e sucumbe a fugas. Arrepia e entrega-se a tudo. Não há rendições, há posses. Daquelas posses de romance de cordel, com os gemidos iguais aos das donzelas e cavalheiros. Mas só as donzelas e cavalheiros completamente puros. Não os que gritam por e para fazer sofrer. Não os que gritam sem o ser. Apenas os que gemem por e com prazer. Por isso... tapa a minha boca com a tua boca e, como sempre, vamos deixar os nossos corpos humedecer...
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