22 de outubro de 2008

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Qual é a medida do amor?
Mede-se num ir e vir infinito de olhares? Numa pressa de partir para chegar? Em lágrimas de felicidade vertidas ao ouvir de novo a tua voz? Em léguas palmilhadas de mãos dados nas tardes de sábado? Nas vezes que se trauteia uma melodia que nos eterniza? No sorriso dos filhos que temos juntos? Nas danças suadas corpo a corpo? Naquela conversa que nos tortura a mente? Na telepatia? No sentir o que tu sentes?
Qual é a medida do amor?
A medida do meu amor és tu!
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21 de outubro de 2008

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Chamaremos Vénus em auxílio do amor que nos foge entre os dedos e que sepultamos muito abaixo de uma qualquer pedra. A inquietação é darmos o jogo como perdido antes de nos munirmos da afrodisíaca receita. A inquietação é não dar tempo a ele mesmo para que o deixemos preparar-se. Por isso amarelece, envelhece e morre! A inquietação é um misto do não haver limite, e nos limitarmos.

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18 de outubro de 2008

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Não temas que me repita se tudo o que canto é este fogo de amar e sofrer. Não vires as costas se a minha voz rouca te parecer cansada. É esta a cor que o meu sangue transborda em melodias de pintar o silêncio. Não me culpes de sorrir. Não consigo esconder a ternura dos meus olhos que reflectem o calor de mim. Não julgues. Deixa-me adormecer em ti... Quando acordar tudo recomeça.

de Pedro Branco

ofereço a foto como agradecimento


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17 de outubro de 2008

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Lenga-lenga (porque me apeteceu brincar)

Lá vai a Maria
a casa da tia
vai em cantoria
como a cotovia
bolachas comia
enquanto corria
chegada à tia
na porta batia
saúda-a a tia
com grande alegria
viu que na mão Maria
bolachas trazia
perguntou-lhe a tia
se as fazia a Maria
pois sim, minha tia
respondeu Maria
e que bem lhe sabia
a que agora lambia
trago-as para a tia
e uma caixa oferecia
a bela Maria
à gulosa tia.
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15 de outubro de 2008

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Hoje afogo-me no amor que te tenho. Sinto-o escorrer-me pelo corpo, quente. É tão grande que o ar parece faltar-me. É um sufocar doce num ar leve que me pesa o peito.
Qual é a medida do amor?
Ontem, amava-te uma medida a menos e amanhã vou amar-te uma medida a mais. Seja ela qual for.
Imagina quanto te amarei depois de uma vida a teu lado!

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9 de outubro de 2008

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Não me importa o que foi, se já não é!
Começarei a contagem dia a dia, se preciso for!
Os pássaros nunca olham o sol em pleno dia. Não que a timidez os assole no voo ou não queiram enfrentar a vida. Apenas não o podem fazer. Sabem-no!
Se não iniciei hoje uma nova contagem, faço-o amanhã... ou depois! Faço-o assim que assistir em voo ao por do sol.



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1 de outubro de 2008

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Acaricia-me os pés com a língua molhada. Sobe. Envolve-me os tonozelos num sobe e desce aquático. Embrulha-me em ti. As minhas pernas afastam-se na medida exacta da rotação das rótulas. Ondeio. Serpenteio em ti. Chega-me aos joelhos em suaves golpes... como se fosses mar! Como se em ti houvesse ondas naturais e não apenas das batidas no paredão. Sobe. Ou queres que eu desça? Lambe-me as coxas no leve passar das horas.
A minha roupa humedeceu contigo sobre mim. Ainda podes subir mais. Atingir-me a parte quente que trago recatada entre as pernas. Humecedes-me mais. Um contínuo movimento de subida dentro do teu habitual vagar. Obrigas-me a descer para melhor te provar. O teu braço enlaçou-me a cintura. A tua mão molhada passou-me sobre os seios. Desci. Embelezaste-me o colo com o brilho e o reflexo da luz. Não resisto. Tu sobes. Eu desço. Abruptamente fiquei submersa nas tuas águas frescas de rio sem ondas. Assim vou esperar que a maré desça no mesmo vagar com que subiu. E continuar a sentir a tua língua molhada em mim.

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